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| RODRIGO REBELLO |
> Nome e idade.
Rodrigo Rebello, 31 anos
> De onde você é?
São Paulo, capital, nasci e cresci aqui.
>Como você participou do curta-metragem?
Foi um convite feito pela Raquel (irmã da Bruna Therolly, Diretora do Curta).
Raquel e eu estudamos juntos no curso para formação do ator que estamos concluíndo
no final deste ano. Ela comentou sobre esta oportunidade e eu fiquei muito animado
com a possibilidade de contribuir com o projeto e também praticar e produzir um
trabalho de qualidade.
> Qual seu personagem?Fale um pouco sobre ele.
Meu personagem é o Cuca, um rapaz jovem de família humilde, bastante
intelectualizado, amante da fotografia e da arte. Tem uma grande
inquietação pela vida e desejo de grandes conquistas. O tipo de pessoa
que quando se depara com uma questão polêmica, não consegue se abster,
mas sim, vai atrás de respostas para suas inquietações até que alcance
seu objetivo.
> Qual a importância, para você como ator, nas gravações?
A experiência foi muito importante tanto na parte técnica quanto nas
questões éticas da profissão de ator. Tecnicamente falando, pude
colocar em prática muito daquilo que aprendi durante minha formação
profissional, como posicionamento diante das câmeras, técnicas de
interpretação para o cinema, até o alcance daquilo que o diretor
espera do resultado do meu trabalho. Já sobre a questão ética da
carreira, posso falar de tudo que "experimentei" nos bastidores como
relacionamento com a equipe, o contato com diferentes formas de
pensamento, a espera para filmar, e o respeito por todos aqueles que
estão envolvidos na produção do filme. Certamente uma boa amostra de
tudo que viverei no mercado de trabalho. De fato foi uma experiência
maravilhosa.
> Fale sobre outras experiências em sua carreira/ Escolas.
em, estou no início desta nova estrada. Mudei de área recentemente
(anteriormente trabalhava com vendas e Comércio Exterior, área onde
concluí minha primeira formação acadêmica) e resolvi investir tudo
nesta nova carreira de ator. Estou me formando profissionalmente no
final desta ano pela escola Incenna, aqui de São Paulo, mas antes
disso fiz alguns cursos livres e workshops que me impulsionaram a
chegar até aqui. Como é uma mudança muito recente, posso dizer que
meus trabalhos ainda não foram muitos, mas esse ano tive a
oportunidade de filmar alguns filmes publicitários para grandes
marcas, como Fiat, Brastemp e Açúcar União.
> Você tem outras atividades,além de ator?
Atualmente trabalho como ator e estou estudando para me profissionalizar.
> Fale um pouco sobre o tema tratado pelo curta-metragem.
O tema de fato é muito polêmico, difícil de falar no assunto sem
gerar um certo desconforto nas outras pessoas e principalmente em nós
mesmo. Gera uma reflexão automática, na qual paramos para pensar o
quanto podemos ser influenciados e submissos diante de tudo aquilo que
está em torno de nós mas também o quanto pode ser difícil viver como
um idealista num mundo em que as regras parecem estar colocadas e
qualquer tentativa de quebrá-las pode trazer sérias conseqüências
quando vivemos em sociedade. Traça um paralelo entre o Mito das
Cavernas e na minha visão aborda um assunto também existente na obra
Woyzeck, de Georg Buchner. É uma crítica à todo tipo de força que
muitas vezes nos transforma em pessoas mais submissas, seja por
comodismo ou conveniência.
> Qual a importancia de ongs na sociedade,Na sua opinião?
São de fundamental importância criando oportunidade de acesso à arte e
cultura (falo de arte e cultura, pois é onde atua o Jamac)
principalmente à população carente. Acho cada vez mais que as Ongs
acabam fazendo uma "terceirização" de um trabalho que deveria ser
feito pelo governo, e assumem esta responsabilidade de incluir aqueles
que mais precisam e proporcionar à estes uma possibilidade de escolha.
Claro que a partir daí, passa a ser uma escolha pessoal qual caminho
seguir, mas todos precisam de opções para realizarem uma escolha, e é
esse o trabalho da Ong, oferecer estas opções.
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